A Fenagra é um dos principais eventos da América Latina para os setores de nutrição animal, reciclagem animal, óleos vegetais, grãos e ingredientes industriais. Em sua edição de 2026, a feira reuniu empresas, especialistas e lideranças de toda a cadeia produtiva. Além disso, criou um ambiente propício para a troca de conhecimento, a geração de negócios e a discussão dos desafios que devem marcar os próximos anos.
Em parceria com a Aboissa, a Columbus participou do evento no estande C10. A feira aconteceu de 12 a 14 de maio, em São Paulo. Durante a Fenagra, a equipe da Columbus conversou com clientes e parceiros do setor para entender quais tendências estão moldando o mercado e quais impactos exportadores devem acompanhar mais de perto.

A logística continua sendo uma peça estratégica para o crescimento dos negócios
Um dos temas que apareceu de forma recorrente nas conversas realizadas durante a feira foi o papel da logística como parte fundamental da estratégia das empresas.
Para Rodrigo Soria, fundador e diretor da Semix, eventos como a Fenagra são importantes porque reúnem toda a cadeia produtiva em um único ambiente, permitindo fortalecer relacionamentos, gerar negócios e ampliar a presença das marcas no mercado.
Nesse contexto, a logística deixa de ser apenas uma etapa operacional e passa a ser um fator decisivo para a competitividade das empresas, especialmente na expansão internacional.
O que isso significa para exportadores?
- Necessidade de maior previsibilidade operacional;
- Busca por redução de riscos logísticos;
- Parceiros capazes de apoiar decisões estratégicas;
- Mais integração entre operação, custos e planejamento comercial.
O cenário para commodities e óleos vegetais deve continuar desafiador
Outro tema bastante discutido durante a Fenagra foi a volatilidade do mercado de óleos vegetais.
Segundo Zainab, especialista em óleos de milho da Aboissa, fatores regulatórios e geopolíticos devem continuar influenciando diretamente a formação de preços ao longo de 2026.
No mercado brasileiro, a expectativa em torno das definições relacionadas ao biodiesel segue impactando o comportamento do setor. Já no cenário internacional, conflitos geopolíticos e oscilações no preço do petróleo aumentam a incerteza para produtores, exportadores e compradores.
Como os óleos vegetais estão cada vez mais conectados ao mercado de biocombustíveis, movimentos externos acabam influenciando diretamente a demanda e os preços.
O que isso significa para exportadores?
- Maior volatilidade nos custos;
- Necessidade de planejamento antecipado;
- Monitoramento constante do cenário internacional;
- Maior importância da gestão de riscos.
Antecipação passou a ser um diferencial competitivo
Outro insight relevante compartilhado durante a feira foi a importância da capacidade de antecipar movimentos do mercado. Em um cenário marcado por oscilações de frete, mudanças regulatórias e desafios operacionais, empresas buscam parceiros que não apenas executem operações, mas que ajudem a prever riscos e oportunidades.
Segundo Zainab, a diferença está na capacidade de antecipar tendências de preço, identificar possíveis impactos logísticos e preparar soluções antes que os problemas aconteçam.
Essa necessidade se torna ainda mais relevante em operações internacionais, onde qualquer atraso ou aumento inesperado de custo pode impactar diretamente a competitividade do negócio.
O que isso significa para exportadores?
- Planejamento logístico mais estratégico;
- Reservas antecipadas de espaço e equipamentos;
- Monitoramento constante do mercado;
- Relacionamento próximo com parceiros logísticos.
Especialização ganha cada vez mais espaço no setor
A Fenagra também mostrou como mercados especializados continuam ganhando relevância. Durante a feira, empresas apresentaram soluções voltadas para segmentos específicos, como ingredientes para nutrição animal, aditivos e derivados industriais.
Segundo Daniel Castro, trader da Almad, produtos como ácidos graxos e novos aditivos para nutrição animal estiveram entre os destaques desta edição.
Esse movimento reforça uma tendência importante: à medida que os mercados se tornam mais especializados, cresce também a necessidade de operações logísticas capazes de atender requisitos técnicos específicos de cada produto.
O que levamos da Fenagra 2026
As conversas realizadas durante a feira demostraram um cenário que já vem se consolidando nos últimos anos: operar no mercado internacional requer cada vez mais planejamento, previsibilidade e especialização.
Em um ambiente marcado por volatilidade de preços, mudanças regulatórias e cadeias de suprimento complexas, a logística assume um papel estratégico para apoiar a competitividade das empresas.
A Columbus acompanha de perto os movimentos do setor para transformar essas tendências em operações mais eficientes, seguras e alinhadas aos desafios reais enfrentados pelos exportadores.



